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Roteiro de 2 dias no Cairo – Egito

Chegamos no aeroporto Internacional do Cairo, Egito, às 23:00 do primeiro dia do ano de 2014! Nosso vôo atrasou e por isso chegamos tão tarde… Já havíamos combinado um transfer com o pessoal do hotel então um moço nos pegou no aeroporto.

Isso foi ótimo, porque na saída do aeroporto os taxistas ficam tentando a todo custo te levar, e eles cobram valores abusivos para turista. Se o seu hotel não possuir serviço de transfer, uma boa ideia é reservar antes nest link o traslado particular do aeroporto do Cairo, que te leva do aeroporto para o centro da cidade por 12 dólares americanos por pessoa (um valor justo pelo trajeto).

A caminho do centro do Cairo, mesmo sendo bem tarde já percebemos um trânsito bastante caótico e lento. Chegando mais perto do hotel, as ruas foram ficando vazias e mais vazias até que nos vimos em um local  deserto. O motorista encostou, tirou nossas malas do carro e nos deixou no hall de um prédio bastante… exótico?

Vou ser sincera: nós estávamos lutando contra o preconceito das pessoas aqui do Brasil, que falavam que era um absurdo duas mulheres irem sozinhas para o Egito, em época de guerrilhas, que era muito perigoso e etc. Sempre que alguém falava isso, tínhamos mil argumentos contra. Mas, quando chegamos ali naquele hall, uma olhou pra cara da outra e tenho certeza que pensamos a mesma coisa: “FUDEU!”. Parecia uma locação de terror de filme B.

Era um hall grande e abandonado, muito empoeirado, com teias de aranha, caixas e pedaços de móveis largados. Lá no fundo, uma escada em caracol levava pra cima, mas não parecia ter nada ali. A primeira impressão foi muito estranha.

O motorista começou a subir as escadas, disse que ia buscar alguém pra ajudar com as malas… E nós ficamos ali embaixo, quietas, com a certeza de que seríamos um caso internacional de sequestro. Um moço veio, subimos quatro lances enooooormes de escadas empoeiradas e velhas e chegamos no Travelers House Hostel.

No fim, a primeira má impressão não significava nada porque o pessoal do Hostel foi muito legal e prestativo. Eles nos ajudaram muito em todo o período que ficamos no Cairo. O hostel era simples, mas o quarto era bem grandão e foi mega tranquilo de ficar ali – a única coisa que incomodava mesmo eram os 4 lances de escada que tínhamos que ficar subindo e descendo, e depois de dias cheios de correria, isso cansava um pouco. Faça a reserva dos seus hotéis no Egito pela nossa caixinha do Booking.com ali no canto superior direito da página! 😉

Vista do Cairo, capital do Egito.

Vista do Cairo, capital do Egito.

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Dia 1 – Pirâmides, Esfinge, Rio Nilo e passeio noturno

Bom, no dia seguinte acordamos cedo para nosso primeiro dia passeando pelo Cairo. Tomamos café da manhã por lá – normalmente eles servem um ovo cozido, pão com geleia, queijo e chá. Eu e a Fabia somos as loucas do chá, e foi muito legal descobrir esse chá egípcio. Eles traduzem como chá amarelo, é um pouco mais fraco que o chá preto e o mais bizarro: ele afunda na xícara, ao invés de boiar! É feito de uns grãozinhos escuros e você coloca direto na xícara com água quente. Trouxemos um saco imenso dele…

Já havíamos combinado com o pessoal do hostel um valor para um guia e motorista que nos levariam em todos os pontos turísticos – aliás, essa é uma dica importante: dá pra fazer tudo de ônibus e metrô, mas fechar pacote com guia além de agilizar o dia, acaba saindo muito mais barato (os guias locais nos ajudam a negociar, dizem quando os preços estão absurdos e quando querem enrolar os turistas… E acredite, isso é uma coisa constante por lá, infelizmente).

A nossa guia – sim, uma mulher! – se chama Samar e é bastante incrível. Fala inglês e espanhol fluentemente, fez faculdade de turismo, é uma pessoa agradável, entende muito do Egito e de todos os lugares que nos levou e é politizada.

Encontramos Samar na frente do hostel e fomos direto para as Pirâmides de Gizé. O carro vai até uma entrada daquela área meio desértica, e para chegarmos mais perto das pirâmides pegamos um camelo! Ali pagamos um valor de US$ 70 por pessoa para fazer o tour completo (Pirâmides + Camelo + Esfinge).

Depois nós descobrimos que pagamos bem caro ali na hora. Infelizmente, é normal que os guias locais enfiem a faca nos turistas. Por isso nossa dica é comprar o passeio antecipadamente. No link a seguir o Tour nas piramides do Egito de meio dia custa 45 dólares por pessoa. Nesse passeio não se anda de camelo, mas nós tivemos dó dos bichos e não achamos que seja tão necessário assim… Explicamos melhor a seguir.

O meu camelo chamava Banana, o da Fabia tinha um nome árabe que não entendemos, então apelidamos de Maçã. Os camelos andam a passos largos e macios, então é bem fácil de andar neles. Samar ficou nos esperando na entrada e outro guia conduziu todo o passeio pelas pirâmides.

É bem chato o jeito que eles tratam os camelos 🙁  O meu camelo estava claramente meio doente e não queria ir mais a frente em certo ponto do caminho. O guia começou a bater e cutucar ele! Nós tentamos falar pra ele que não precisava fazer isso, que poderíamos esperar ou pegar outro camelo, mas o moço não nos dava ouvidos.

Em nossos camelos com as maravilhosas pirâmides do Egito ao fundo!

Em nossos camelos com as maravilhosas pirâmides do Egito ao fundo!

Primeiro ficamos passeando pela parte desértica e tirando muitas e muitas fotos com as Pirâmides ao fundo. O guia nos explicou que as Pirâmides eram as tumbas sagradas dos faraós do Império Antigo. Nesse local, existem 9 pirâmides: as 3 grandonas, que são as famosas – Quéops, Quefrém e Miquerinos – e mais seis pequenas.

As grandes eram efetivamente as tumbas de 3 faraós e as pequenas eram tumbas de suas rainhas. Dentro das pirâmides existem construções e caminhos enormes que levam à tumba principal, além de espaço para todas as relíquias e bens do faraó (logicamente, tudo já foi saqueado há milênios).

Pegamos os camelos e fomos mais para perto das pirâmides – e elas são realmente, absurdamente, monumentalmente grandes! São compostas de blocos imensos, alguns pesam uma tonelada… Sim, não dá pra não pensar naquele clichê “mas como os egípcios antigos construíram isso com a tecnologia da época? Só podem ter sido os ETs!”.

Toda a energia ali é bem forte, não sei a palavra certa para descrever… Mas é forte pra caramba. Pudemos entrar em uma das pirâmides pequenas (gratuitamente) para ver os caminhos internos. É tudo bem apertadinho e um pouco claustrofóbico, mas achei interessante. Quando acabamos ali, demos uma gorjeta para o guia e encontramos a Samar novamente.

A famosa Esfinge! - Cairo, Egito.

A famosa Esfinge! – Cairo, Egito.

As pirâmides ficam na parte mais alta desse local, e descendo chegamos na famosa Esfinge! Samar fez um tour conosco por ali e explicou que a Esfinge com cabeça de faraó e corpo de leão era um símbolo de força e poder do antigo Egito. Ali, atuava como um guarda das pirâmides, cheio de virilidade (ôooo sociedade patriarcal, você vem de longe hein?). Dá para chegar relativamente perto da Esfinge para tirar fotos.

A famosa Esfinge não tem o nariz e é menor do que eu imaginava… É grande, claro, mas eu tinha a impressão pelas fotos que seria bem maior – e em comparação com as pirâmides que eu acabara de ver, realmente parecia pequena.

Ali perto da entrada da Esfinge havia muitas pessoas vendendo todo tipo de coisa – mulheres, homens, velhos, crianças, mutilados… Foi nosso primeiro contato com isso, e depois descobrimos que é uma das coisas mais comuns por lá. Vendem estátuas, papiros (falsos), souvenirs de todo o tipo, lenço, bijuterias, camisetas… Enfim, apesar de a visita às Pirâmides e Esfinge ser o rolê mais famoso do Egito, acho que existem alguns templos e outras localidades em outras cidades mais deslumbrantes e interessantes… Mas é um passeio imperdível – não tem como ir pra lá e não fazer!

Logo depois, Samar nos levou para duas lojas no centro, oficiais do governo egípcio: A casa das essências e perfumes e a casa dos papiros. Em ambas as lojas um vendedor explica detalhadamente como as coisas são feitas, mostra produtos e oferece. Como são lojas oficiais os preços são marcados e se você não quiser levar nada, ninguém fica te forçando e assediando.

Uma cena típica do Egito!

Uma cena típica do Egito!

Ela nos deixou na avenida principal, na frente do Museu do Cairo, e ficamos o resto do dia e da noite andando sozinhas. Comemos alguma coisa por ali e fomos dar uma volta na beira do Rio Nilo. É um rio muito bem cuidado – dá um pau em todos os rios de São Paulo – e passear ali na beira dele, com o sol se pondo, foi bem bonito. Tiramos muitas fotos e ficamos observando os casais adolescentes namorando (ficavam sentados nos banquinhos, mal se olhavam… os mais assanhados arriscavam pegar na mão um do outro).

O nosso primeiro pôr do sol no Rio Nilo!

O nosso primeiro pôr do sol no Rio Nilo!

Na volta, demos um grande rolê pra chegar a pé no hotel, nos perdemos pelas ruas, pedimos várias informações – mas as pessoas são bem legais nesse sentido. Todos os que podem tentam ajudar, olham as ruas, dão dicas. Um dos homens que pedimos informação nos levou numa patisseria chamada El Abd, segundo ele uma das melhores do Cairo para comprar doces.

Era véspera da comemoração do nascimento de Maomé e as lojas de doces estavam todas super lotadas e as pessoas comprando enlouquecidamente. Compramos vários e todos eram deliciosos. A El Abd fica na 26 July St, esquina com a Shereef St.

O trânsito é absolutamente caótico, as buzinas reinam – e não existe faixa de pedestre! Se quer atravessar a rua, tem que se enfiar no meio dos carros. Em pouco tempo perdemos o medo e já estávamos nos enfiando!

Voltamos pro hostel só pra tomar banho e já saímos pra comer e pra andar pela rua. O hostel fica numa rua perpendicular à 26 July, que é uma das ruas comerciais mais famosas do Cairo – ponto pra localização do hostel.

Descobrimos que as pessoas do Cairo são bem mais noturnas do que diurnas e o comércio bomba à noite! Nessa rua, todas as lojas ficam abertas até tarde, pelo menos até às 2 da manhã! Mas o mais legal é que existem barraquinhas de camelô aos montes, vendendo todo o tipo de coisa.

Então é muito legal andar entre lojas e barraquinhas coloridas, com todas as pessoas gritando em inglês ou árabe, ouvir música árabe tocando em vários cantos, cheirinho de comida gostosa, mil docinhos com castanhas.

É quase a feirinha da madrugada do Brás, só que árabe, e com muitos carros e motos tentando passar pelo meio. Uma coisa estranha é que tinha muuuuuuitas lojas de lingerie. Várias por quadra. Então dá para imaginar que em casa as egípcias se vestem para agradar seus maridos.

Uma lojinha das ruas do Cairo...

Uma lojinha das ruas do Cairo…

Dia 2 – Museu do Cairo, Mercado Khalil el Kalil, Mesquita de Alabastro

No dia seguinte, acordamos cedo para encontrar a Samar novamente. (Confesso que eu acordei mais cedo ainda, às 5 da manhã, com um som engraçado… Depois descobri que a primeira reza diária dos muçulmanos é nesse horário e todas as mesquitas tem alto falantes que espalham a reza por toda a cidade. Isso é bem legal! Depois de um tempo você começa a reparar nas outras rezas ao longo do dia…).

Samar nos levou primeiro ao Museu do Cairo. É um museu grande, com objetos de todas as fases do Império Egípcio… Samar ia nos explicando sobre cada uma delas e suas particularidades.

A parte mais legal é a sala da tumba de Tutancâmon – foi encontrada intacta em Luxor, e por isso todas as riquezas ainda estavam lá! É uma tumba enorme, toda feita de ouro… Dentro dela, está a famosa câmara funerária dourada com a máscara do rei, além de inúmeras jóias de ouro e pedras preciosas (várias delas são muito baphônicas e com certeza fechariam baladas).

Em outras salas do museu podemos ver outros objetos de luxo e do cotidiano, móveis, múmias de animais, esfinges de todo o tipo, diversas estátuas de pedra… A sala das múmias, famosa, fica numa parte especial do museu, resfriada e por isso você tem que pagar a mais para entrar (100 Libras Egípcias, mais ou menos 35 reais).

É interessante ver aquelas múmias de 2 mil anos ali, dentro daquelas caixas de vidro, mas eu achei que seria um pouco mais legal… Algumas até têm cabelo! Todas foram faraós ou pessoas muito importantes relacionadas a eles. Se você quiser garantir, pode comprar seu ingresso antecipado para o Museu do Cairo.

Fachada do Museu do Cairo - Egito

Fachada do Museu do Cairo – Egito

Saindo do Museu, Samar nos levou para o Khalil El Kalil, o famoso mercado do Cairo. É composto de algumas ruazinhas e nelas temos muitas lojas vendendo todo o tipo de coisa: souvenirs, roupas (inclusive de dança do ventre), bijuterias, mini estátuas, lembrancinhas…

Almoçamos em um restaurante por ali e ela sugeriu um prato típico de lá, a Pizza Egípcia. Não tem nada a ver com a nossa pizza, parece mais uma torta de massa bem fininha… Pedimos uma de atum e outra de frango – as duas eram bem deliciosas. A comida lá é muito bem temperada. Aliás, acho que a comida é uma das coisas mais interessantes do Egito: comemos feito duas doidas durante a viagem! Para acompanhar, bebemos um chá de hibisco adoçado (é uma bebida típica, bem cor-de-rosa).

Nossa guia Samar e Fabia no mercado El Kalili, no Cairo.

Nossa guia Samar e Fabia no mercado Khalil El Kalil, no Cairo.

Dalí, íamos para o Cairo Copta – que é a parte cristã do Cairo. No Egito, apesar de a religião Islâmica ser a oficial e principal – existe uma boa parcela de pessoas cristãs. O relacionamento entre os dois povos é pacífico e bom. Vários guias reforçaram essa informação para nós. As mulheres cristãs não usam véu.

Chegando ali na entrada do bairro, vários militares armados estavam gritando e não nos deixaram entrar. Samar foi conversar com eles e voltou dizendo que eles estavam fechando o bairro para locais, porque ali estava acontecendo manifestações, mas que turistas poderiam entrar, se quiséssemos. Achamos melhor evitar…

Fomos então para a Cidadela, que é uma enorme mesquita islâmica, bem famosa no Cairo. Foi construída pelo Governo do Primeiro Império do Islã, que tomou o Egito em 1782. Chama-se Mesquita de Mohammed Ali, ou Mesquita do Alabastro. Em volta da mesquita há uma área bonita com um jardim, e como ela está no topo da cidade dá pra ver todo o Cairo lá embaixo. Sobre a cidade, dá pra ver uma nuvem de poluição, como em São Paulo.

Detalhe da parte externa da Mesquita do Alabastro, no Cairo.

Detalhe da parte externa da Mesquita do Alabastro, no Cairo.

Entrando na mesquita é necessário tirar os sapatos e cobrir eventuais decotes e shorts curtos (esses dois últimos não são recomendados usar pelo Egito, de qualquer forma), mas as mulheres não precisam cobrir a cabeça. A mesquita é toda de mármore, imponente e bonita.

Existem muitos detalhes arquitetônicos na parte externa, e dentro o clima é bem legal. Muitas lamparinas no teto, distribuídas num padrão arredondado dialogam com raios de luz que vem de fora, pelas janelas. Ficamos ali algum tempo, sentadas no chão, conversando com Samar.

A parte interna da Mesquita de Alabastro também é fenomenal.

A parte interna da Mesquita de Alabastro também é fenomenal.

De todas as coisas que Samar nos ensinou, eu consegui reter para anotar no meu diário (e agora repassar para vocês) o seguinte:

-“Otah” é como se fala gato em árabe <3

-Toda estátua com braço cruzado representa muita força e o poder dos faraós

-A flor de lótus é a flor do amor, da deusa Ísis.

-Estátuas com barba representam sabedoria.

-No Egito, um homem pode casar com 4 mulheres, mas existe o divórcio: as pessoas divorciadas – inclusive mulheres – podem se casar novamente.

-Uma mulher deve ser virgem até casar, mas às vezes os jovens beijam escondidos – quem sabe dão “até um abraço!” (ela me disse isso exatamente assim, sussurrando).

-As mulheres são a verdadeira força (palavras dela <3)

-No fim, é o coração quem manda. <3 <3 <3

Assim foi nossa viagem pelo Cairo. Na segunda noite fomos novamente para a rua, passear sozinhas. No dia seguinte acordamos muito cedo, pois voamos para Luxor.


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