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Roteiro de 2 dias em Budapeste

A gente finalmente fez uma viagem que já estava na nossa lista de mais desejadas faz tempo: Leste Europeu (ou pelo menos, uma parte dele). E começamos por Budapeste, na Hungria.

Ficamos 2 dias inteiros na cidade; deu pra ver bastante coisa, mas se você puder separar no mínimo 3 dias pra Budapeste, fica mais tranquilo. Nós caminhamos muito e aproveitamos demais essa cidade linda!

Chegamos em Budapeste de Barcelona, de avião. O vôo durou 2h40. O aeroporto de Budapeste é um pouco longe do centro da cidade, fica a 18 km.

Ao chegar em Budapeste, a primeira coisa que você tem que fazer é tirar dinheiro ou trocar a sua moeda pela moeda deles, os Florins Húngaros. A cotação varia, mas na época 1 real equivalia a 90 florins.

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Estrangeiras e a estátua – Budapeste

O taxi do aeroporto pro centro de Budapeste custou 7 mil florins e levou uns 30 minutos. Chegamos à noite ao nosso apartamento, que ficava muito perto da estação de trem Nyugati Railway Station e do Parlamento. A localização é ótima, vamos dar essa dica de hospedagem abaixo.

Onde ficar em Budapeste

Reservamos um apartamento pra nós 4 pelo Booking.com, por um preço bom e adoramos as instalações e a localização, que nos permitia fazer tudo a pé. O dono foi super atencioso, esperou a gente chegar de madrugada, deu muitas dicas sobre a cidade, deixou mapas, vinho na cozinha e tudo em perfeito estado.

O apartamento é grande, tem 2 quartos duplos e ainda 2 salas com sofá-cama, ou seja: se você estiver indo com uma galera e quiser gastar pouco em acomodação, dá pra dividir a casa com até 8 pessoas (que vão ficar apertadinhas, lógico). Esse é o link para o apartamento no Booking: Reservar West End English House

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Nosso apartamento em Budapeste que reservamos pelo Booking por um preço ultra barato!

Selecionamos abaixo outras opções de hotéis ou hostels muito bons em Budapeste, para todo tipo de viajante:

O que fazer em Budapeste

Acordamos cedo e começamos nosso turismo pela linda cidade de Budapeste! A primeira coisa que você precisa saber é que a cidade é dividida em duas partes, cada uma de um dos lados do Rio Danúbio: Ôbuda e Peste.

Antigamente eram de fato duas cidades, depois tudo virou Budapeste mas as pessoas de lá ainda consideram essa divisão – e nós também dividimos o nosso passeio assim, pra ficar mais prático.

Dia 1 – Peste

O nosso primeiro dia dedicamos à Peste, que inclusive é a parte onde estávamos hospedadas. Essa metade é a maior e mais de 70% da população de Budapeste mora ali.

Seguimos andando até o Parlamento da Hungria. Budapeste não é muito grande, você consegue tranquilamente fazer tudo a pé, se tiver pique. O Parlamente é lindo, um dos prédios mais bonitos que já vi e também um cartão postal de Budapeste. Ficamos sabendo que ele foi construído com toda essa imponência pra competir em beleza com o Parlamento da Inglaterra.

Ali ficam aqueles guardinhas engraçados e é legal ver a troca da guarda. E que tal fazer uma visita guiada de 45 minutos dentro do parlamento? Custa €22,50 para quem não é cidadão da Comunidade Europeia. Se você tiver passaporte europeu o valor cai para €12,50.

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O maravilhoso interior do Parlamento de Budapeste

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Lateral do Parlamento Húngaro – Budapeste

Do lado oposto ao Parlamento tem o Museu Etnográfico. Demos uma espiadinha no Rio Danúbio (que é verde, não azul!), já que o parlamento está na sua margem, e seguimos a caminhada pelo centro da cidade. Passamos pela simpática ponte com uma estátua de Imer Nagy que foi primeiro ministro da Hungria.

 

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Ponte com escultura de Imer Nagy – Budapeste

 

Bem ao lado fica a grande e bonita praça chamada Szabadság Tér. Num dos cantos há um monumento que criou polêmica. A princípio seria feito para comemorar a invasão alemã, mas claro que a população brigou e começou a levar fotos e pertences das vítimas da invasão nazista para o local.

Mudaram o nome do monumento para homenagem às vítimas do Holocausto. Tem uma fonte no chão que é legal pois quando você se aproxima a água para de jorrar e é possível passar para a parte de dentro.

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A estrangeira Fabia com a mãe e a tia na praça Szabadság Tér – Budapeste

 

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Fonte e monumento polêmico sobre a invasão alemã – Budapeste

Dali seguimos para a Basílica de São Estevão. Pra entrar na basílica você não precisa pagar nada. Ela é bem bonita e majestosa com seus vitrais e sua arquitetura gótica. Uma dica que a gente dá até a cúpula, de onde você pode ter uma vista muito legal da cidade, principalmente de Obuda que está lá do outro lado do rio.

Pra subir você compra o ingresso por 500 florins. Sobe quase tudo de elevador, mas o lance final é na escada. Agora se você quiser uma experiência musical e estiver em Budapeste numa quinta-feira, pode comprar ingressos para assistir a um concerto de órgão na Basílica. Os ingressos custam de €19 a €30, dependendo do lugar.

 

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Basílica de São Estevão e o maravilho chão da praça.

 

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Vista do alto da Basílica. Por 500 florins você tem uma visão panorâmica de Budapeste

Saímos da igreja e estávamos mortas de fome, então paramos pra almoçar num restaurante ali na frente mesmo. Apesar da comida ser muito gostosa, posso considerar que foi um erro nosso, porque ali é o lugar mais turístico de Peste, então pagamos um valor super alto pela comida – para os padrões de Budapeste onde tudo é bem barato.

Mas mesmo assim valeu, comemos a super tradicional Goulash Soup (uma sopa de legumes e carne, nada muito diferente mas ainda assim, tradicional). A Fabia comeu também um picadinho de carne com páprica – o tempero típico do leste europeu.

Continuamos nossa caminhada pelas ruas do centro. Descemos pela rua Váci, que é super comercial com lojas famosas, principalmente de roupas e cosméticos. Chegando na praça Vörösmarty Tér, que fica na altura da Ponte Branca, demos de cara com uma feirinha incrível! A praça estava cheia de barraquinhas de roupas, acessórios e uma variedade incrível de comidas típicas dali.

Aquele monte de salsicha, coisas diferentes com carne de porco, docinhos doidos e uma barraca super legal com uns pães diferentes e típicos. A gente ficou com tanta vontade que voltou lá no dia seguinte pra comer, mas a gente conta sobre isso mais pra frente.

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Praça Vörösmarty Tér, onde encontramos muitas barraquinha bacanas com mil coisas para comer.

Voltamos pro centro pela Kossuth L. à procura do bairro judeu de Budapeste. A Sinagoga Dohány de Budapeste é a maior da Europa e dizem que uma das mais bonitas também. Fica na rua Dohany.

Infelizmente, quando chegamos lá vimos que estava fechada porque era a semana do Pessach. Demos azar, porque queríamos muito visitar. Fica pra próxima! Mas se você já foi, fala pra gente nos comentários como é!

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Sinagoga Dohány de Budapeste

 

Dali, seguimos para o New York Café, que fica na rua Erzsébet, 9. Esse café foi indicação de uma amiga da Fabia, a Carla Damasceno. A gente já tinha visto fotos e estávamos doidas pra conhecer. Gente, não deixem de ir! É o café mais lindo do mundo, sério.

Ele é de 1894, todo Art Deco, dourado e grandioso por dentro. Deixa a Confeitaria Colombo, que nós amamos, no chinelo rs. Os preços não são super baratos pros padrões de Budapeste, mas convertendo não sai caro e você não pode abrir mão dessa experiência.

Lá tem bastante coisa pra comer e beber, além das bebidas com café. Cada uma tomou um sorvete especial diferente (o meu era de queijo com castanhas e caramelo!) e depois, um expresso da casa que estava bem gostoso. O café abre das 9h à 24h diariamente.

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Cafe New York – Budapeste

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Mais uma para mostrar a decoração art deco do Café New York

Quando saímos dali já era 19h e como na primavera estava escurecendo às 20h, tínhamos que correr pra Chain Bridge (ponte das Correntes), a mais famosa de Budapeste para ver o pôr-do-sol. Pegamos um táxi, que saiu barato, mas demorou porque estava no horário de pico e Budapeste fica toda travada!

Apenas andar pela ponte já foi uma experiência incrível. Ela tem enormes esculturas de leões, é toda bonitona. Tiramos tanta foto que sofremos pra escolher uma pro post! Andamos nela até o outro lado da cidade, Obuda, mas nem conhecemos nada por ali.

Sentamos num banquinho perto da ponte, observamos o pôr-do-sol e admiramos Peste. Quando o sol baixa, as pontes e monumentos da cidade são iluminados. O Parlamento todo iluminado do outro lado e seu reflexo no Danúbio parece uma pintura.

 

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Chain Bridge no início da noite: a ponte mais famosa de Budapeste

 

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Parlamento húngaro à noite

Depois de um tempinho ali, cruzamos a ponte de volta e caímos na rua da Basílica novamente. Sentamos pra tomar um vinho e comer uma pizza num lugar chamado Caffe Nonloso. Delícia. Fomos no começo de abril, as temperaturas estavam amenas. De manhã e depois que escurecia estava frio, por volta de 10 graus. Mas durante o dia, no sol, fazia uns 16 e dava pra tirar as jaquetas.

Como a gente acha que o melhor jeito de conhecer uma cidade é andando, voltamos pra casa caminhando e passamos pelo Ópera Hall de Budapeste. No caminho vimos que existem muitos bares pela cidade.

Dia 2 – Ôbuda

No dia seguinte, acordamos cedo pra conhecer Ôbuda! Chegando lá pela mesma ponte, encontramos o Adam, um amigo húngaro. Ele passeou com a gente explicando todos os pormenores históricos, praticamente um guia particular!

 

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O amigo húngaro Adam!

 

Fomos visitar o Castelo de Budapeste. Ele fica em cima na montanha, você vai ter que subir uns lances de escada e outros de morro. É possível subir também pelo funicular, mas neste dia não estava funcionando. O Adam disse que nunca tinha usado o funicular, pois é caro, a fila longa e a caminhada é tranquila e agradável.

Ali no Palácio do Castelo fica a casa do presidente, mas tem outros prédios importantes como a Galeria Nacional de Arte, Museu de História e a Biblioteca Nacional. Andando pelas ruelas você vai perceber uma Budapeste bem mais medieval.

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Museu Nacional de Budapeste

O Adam explicou que Ôbuda é a parte rica da cidade, só mora ali o pessoal que tem grana. Passamos por uma feirinha de artesanato e souvenires (ele alertou que os preços eram altos). Andando mais um pouco você chega em uma igreja gótica sensacional, a Igreja de São Mathias.

A gente tem uma política de nunca entrar numa igreja que cobra entrada, por motivos éticos pessoais, mas essa foi uma exceção. Por fora ela é linda, mas por dentro é uma coisa de louco. É muito diferente, nunca tinha visto uma igreja católica assim. Ela é toda pintada por dentro, muito colorida e cheia de padrões. Tem algo árabe nela. As paredes sã0 rebuscadas, as pinturas são muito legais. Vale a pena mesmo pagar esses mil florins.

 

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A incrível igreja de São Mathias – Budapeste

Ainda ali na área do Castelo de Budapeste subimos no mirador The Fisherman’s Bastion. A vista é espetacular e pra subir ali você não paga nada! Fique atento, porque na bilheteria da igreja eles também tem um ingresso pra subir numa parte do mirante, do outro lado, mas é pura sacanagem. Essa parte é mais baixa e menos bonita.

Contorne a igreja, suba pela última escada no muro, passe por um café e disfrute da linda – e gratuita – vista de Budapeste!

 

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Fisherman’s Bastion – Budapeste

 

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Um pedaço da vista do Fisherman’s Bastion

Saindo dali nos despedimos do Adam que tinha que trabalhar e voltamos para aquela feirinha legal da praça Vörösmarty pra almoçar. Se a gente não comesse o flat bread e o pão no ferro teríamos um troço. O Flat Bread é bem tradicional, é uma massa leve que eles abrem e fritam no óleo quente por um minuto. Depois deixam secando e cobrem com um molho de alho, sour cream e queijo.

O negócio é imenso, dá pra dividir tranquilamente e custa mil florins. O outro pão, que chamamos de pão no ferro (mas em húngaro chama Vaslapon Sült) é feito de uma massa mais grossa e assada, com diversas opções de recheio – o nosso era de carne de porco – mas o mais legal é que, antes de fecharem o sanduíche, o pessoal da barraquinha coloca numa chapa e põe em cima um daqueles ferros de passar roupa super antigos, de ferro bem pesado!

Fazem isso pra amassar o sanduba. É demais. Esse custa 1.500 florins. Também é grande e dá pra dividir. A tia e a mãe da Fá comeram linguiças com batata e tomaram cerveja húngara – e aprovaram – e nós duas dividimos uma dose de Palinká. A Palinká é a bebida típica da Hungria. É bem forte, tipo uma pinga com aromas. Tem vários sabores e o teor alcóolico é bastante alto.

 

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Esse é o flat bread da feirinha

Depois que fizemos a digestão de tudo isso, corremos pra um dos passeios mais legais de Budapeste. Visitar um dos banhos públicos! Isso mesmo, a cidade é famosa por suas termas e enormes banhos públicos. São vários na cidade, de todos os tipos e tamanhos. Escolhemos o Géllert Bath.

O prédio é bem grande e bonitão. Não esqueça de levar roupa de banho, hein! Toalhas você pode alugar lá mesmo (mas leve dinheiro! Elas não são caras, 700 florins cada, mas eles pedem pra você deixar um valor alto de depósito e quando você devolve a toalha eles te devolvem também o dinheiro).

Cada entrada pro banho no Géllert custou 4900 florins (valor de dia de semana. Nos fins de semana é 5100). Você pode evitar as filas lá e comprar o ingresso com antecedência aqui.

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Uma das termas do Gellért Bath – Budapeste

São diversas salas com piscinas e banhos de águas termais. Todas são quentes, as temperaturas das águas variam de 26 a 40 graus! É uma delícia entrar nas termas, relaxar depois de andar bastante e observar essa arquitetura meio turca muito bonita. Há uma série de tratamentos e massagens, banho de vinho, manicure e muitos outros.

Os locais de Budapeste vão muito aos banhos públicos, então estão sempre cheios. Tem bastante turista também. Não deixe essa experiência de lado! Foi muito legal. Se quiser leve sua própria toalha e também uma touca de banho. Nas piscinas só se entra com touca. Tem vários outros banhos na cidade, mas esse é o mais bonito.

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Piscina interna do Gellért Bath

Depois de duas horas ali, voltamos de táxi pra casa e jantamos num restaurante italiano chamada Pasta Bazar, literalmente do lado do prédio onde estávamos hospedadas. Ele é bem pequeno, mas a comida é muito gostosa e o preço ridiculamente barato. Tem fama de ser o melhor italiano da cidade.

Ficadica pra comer lá alguma noite! Mas atenção, de segunda à quinta ele fecha bem cedo, às 21h. Na sexta e sábado fica até mais tarde. Falando em comida, ali perto, em frente à estação de trem, na Avenida Terez, tem um kebab ultra gostoso e barato, bem tradicional. Grandão, frequentado por locais e a comida deliciosa.

Quanto custa viajar para Budapeste?

No geral, incluindo a hospedagem, comendo fora todo dia, tomando vinho, fazendo todos os passeios que queríamos, tudo isso aí que vocês leram e ainda pegando alguns taxis, esses 2 dias em Budapeste saíram uns 100 euros pra cada. Que pena que não deu pra ficar mais…

Uma coisa que não fizemos por falta de tempo, mas que queremos fazer é um cruzeiro pelo rio Danúbio. Dá para fazer o passeio durante o dia ou o passeio durante a noite (começa às 20h). Difícil escolher!

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Uma da Chain Bridge de dia.

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As estrangeiras na frente do Parlamento Húngaro

As estrangeiras na frente do Parlamento Húngaro


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